Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, 21 de Maio de 2012

23/01/2012 Tudo na vida, por: Alessandra e Vicky Schauffert

RETRATO com RODRIGO Paciornik

 


Qual a amálgama que forma um verdadeiro artista? Alguns dizem que talento aliado à determinação, outros afirmam que carisma não pode faltar. Mas talvez seja a intensidade da sintonia de seu público cativo a real medida que transforma a performance em arte.
Nosso entrevistado de hoje, o percussionista de música eletrônica Rodrigo Paciornik é considerado o melhor do mundo em seu métier. E não apenas porque ele foi o desbravador de algo novo. Rodrigo, o Pana, é talentoso, carismático e desde os tempos de dupla com Leozinho, havia uma sinergia diferente e palpável com a platéia.
Hoje, ele faz parte do trio mais bem sucedido de música eletrônica do país – LIFE IS A LOOP, com Leozinho e Fabrício Peçanha. A Life is a Loop conquistou milhares de fãs Brasil afora – se apresentou para mais de 40.000 pessoas no Planeta Atlântida, participou dos mais importantes eventos de música daqui, além de ganhar o mundo também.
A melhor mídia espontânea aconteceu há dois anos trás, quando a top Angel Alessandra Ambrosio revelou que o seu Ipod tava viciado na Life. Um reconhecimento que deixa qualquer um nas nuvens…
O que surpreende e mantém o fascínio é que Rodrigo segue com a mesma postura do início, sem ser atingido pelas afetações da fama que outros padecem. Tai um cara extremamente educado, solícito, o tipo de amigo ou vizinho que a gente queria ter por perto.
Mas os deuses foram ainda mais generosos, e nosso artista é boa-pinta, bem casado e boa gente. Além de articulado e inteligente, algo que vocês confirmam nesse retrato.


QUE música embala teus sonhos? Prefiro citar as bandas que sempre embalaram esses sonhos e sempre me inspiraram muito:
Rush, U2, Marillion, Pink Floyd, Amy, Morcheeba, Police, Bob Marley, sempre ouvi muita musica então cada sonho tem sua trilha.


QUAL a trilha sonora ideal para uma noite a dois? Morcheeba, Pacha Classics 2002, Cafe del Mar Verano 2004 são boas dicas.
QUAL o som-barulho que você não poderia viver sem? Musica boa na hora certa e no volume certo.


A mais de 10 anos atrás, como foi se descobrir em uma profissão nada convencional? Meus amigos brincam comigo, que eu inventei minha profissão. Mas sinceramente não sei descrever o sentimento no momento que eu toquei percussão, junto com e-music a primeira vez.
Sei la, parece que estava adivinhando que estava vindo algo muito bom para mim e que principalmente me faria muito feliz, acho que deu certo.


E como tua família reagiu na época? Acharam bacana e sempre me deram muita força, principalmente por perceberem o tamanho da minha felicidade fazendo o que realmente amava e amo fazer.


O que a vida nos palcos e na estrada te ensinou até aqui? Me ensinou a gostar cada vez mais dessa vida de palcos e estradas. Mas que tenho que ter minha base, minha família, minha casa, minha mulher e minhas filhas que eu amo tanto.


As pessoas estão carentes de emoções que não sejam sintéticas ou artificiais? As pessoas estão muito frias, as noticias, as tragédias, os absurdos, que vemos todos os dias, já não surpreendem nem chocam mais. Acho que isso se reflete nas emoções, que para mim não são sintéticas ou artificiais, mas sim superficiais.


Qual personalidade você gostaria de ter no backstage da Life is a Loop? Gostaria muito de uma critica ao vivo do nosso show feita pelo Nelson Motta. Um dia ainda levamos ele.


Ícone Futurista: KRAFTWERK, trinta anos atrás inventaram o que tocamos hoje.


Qual a melhor definição do sec.21? Tecnológico demais, frio, egoísta e como já disse bem superficial e pouco sentimental.


Definição do Paraíso na Terra: Rangiroa – Tahiti
Queremos saber também da onde vem o apelido: PANA? Foi em 2001, quando fui tocar a primeira vez em São Paulo e o designer, colocou no flyer o seguinte: DJ Leozinho e na percussão Rodrigo Panassonik. Dai o Leo, me fez o favor de trazer o flyer escondido e mostrar para todo mundo, na hora virei o Pana.


Na liga dos 3 – Life is a Loop, qual a tua maior contribuição? Minha função é criação dos vídeos, efeitos dos shows, roteiros, idéias e cenário, a parte musical com a dupla dinâmica Leo e Fabrício.


Fala-se muito da falta de glamour nas baladas de BC hoje e muita gente sente saudade do El Cielo e Terraza do Ibiza, como você sente a noite hoje aqui? Na verdade a gente fica dividido, é meio que um paradoxo. Lutamos tanto (e conseguimos) há quase 15 anos, para a musica eletrônica se tornar popular e agradar a todos, e agora temos saudades de quando era mais seletiva e ate um tanto elitista.
Enfim, existem lugares e clubs que mantém o glamour e existem lugares e clubs que não se preocupam tanto com isso, acho que no fundo ainda temos a sorte de morar em lugar que podemos escolher aonde e como se divertir.


A festa de lançamento da Space foi um grande sucesso. O que podemos esperar da primeira Space no Brasil? A Space, e uma marca muito forte lá fora e a idéia é acontecer o mesmo aqui. Por isso, o Club esta sendo construído, com muito carinho, respeitando principalmente as exigências de um publico muito exigente.
Fora isso existe um padrão internacional, das franquias da Space, que exigem um sistema e som e iluminação de primeira, então somando tudo isso, tem tudo para dar certo e isso e ótimo para Balneário com certeza.


Fala pra gente um pouco das curiosidades e diferenças entre se apresentar aqui e lá fora: Tocar fora do Brasil, varia muito de lugar para lugar. Tem varias experiências diferentes. Na Argentina a galera transmite uma energia sem igual, os caras pulam 5 metros de altura, apenas na mixagem. Na Europa é muito legal, a galera pedia para autografar o passaporte, lá a cultura é “acelerar” bastante. A gente fez uma turnê nos EUA que foi incrível a receptividade. Enfim, V+A cada lugar é um lugar, mas o Brasil sinceramente não tem igual, nossa terrinha é foda.


AS PESSOAS SE SURPREENDERIAM SE SOUBESSEM QUE EU…  Brinco de Barbie com as minhas filhas, deixo elas me maquiarem e nunca consigo fazer o rabo de cavalo certo nelas, ainda levo bronca, – Ai que burro papai.

 

 Look da noite - Hors Concours:PURPURA


 Nenhum lugar fica qualquer com esse longo fluido Lilly Sarti.

 

Look do dia - Oriente e Ocidente

Que tal uma elemento exótico para deixar a segunda com outro humor?! Da para adaptar ao nosso estilo algo diferente sem parecer caricato… Kimono indiano Nomade, cinto BO.BO, bolsa saco Celine, óculos Persol.

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